A inclusão do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), em uma pesquisa nacional sobre a sucessão presidencial de 2026 movimentou o cenário político e trouxe novas leituras sobre o papel do emedebista no tabuleiro nacional e estadual.
Nos cenários apresentados, Renan Filho aparece com índices ainda discretos, variando de 0,2% a 0,4%. Apesar da baixa pontuação, a presença no levantamento tem peso simbólico: marca a projeção do político alagoano para além das fronteiras do estado e insere o MDB em uma discussão estratégica sobre seu espaço nas eleições de 2026.
Os cenários testados
1º cenário: Bolsonaro 41,5%, Lula 31,9%, Caiado 8,7%, Ciro Gomes 5,3%, Ratinho Jr. 3,0% e Renan Filho 0,2%.
2º cenário: Michelle Bolsonaro 32,5%, Lula 32,3%, Caiado 13,5%, Ciro 6,5%, Ratinho Jr. 3,9% e Renan Filho 0,3%.
3º cenário: Lula 32,5%, Tarcísio de Freitas 21,9%, Caiado 15%, Ciro 8,5%, Ratinho Jr. 4,8% e Renan Filho 0,4%.
4º cenário: Lula 32,6%, Eduardo Bolsonaro 22,6%, Caiado 18,2%, Ciro 7,7%, Ratinho Jr. 5,4% e Renan Filho 0,3%.
Em Alagoas, a pesquisa tem potencial de modificar todo o cenário político. Caso Renan Filho seja alçado a um posto maior, como uma eventual vice de Lula em 2026, o MDB terá de enfrentar uma disputa interna para escolher seu substituto no estado.
Esse redesenho pode instalar uma crise dentro do grupo liderado por Renan Calheiros e, ao mesmo tempo, animar a oposição, que passaria a enxergar uma chance real de disputar o governo.
Em resumo, ainda que com índices baixos, o simples fato de Renan Filho figurar em uma pesquisa presidencial altera o jogo. Ele passa a ser testado nacionalmente e isso, por si só, já mexe no equilíbrio político de Alagoas, forçando o grupo do MDB a pensar no substituto e, do outro lado, provocando a oposição.