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Anthony Albuquerque

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Política

Falsificação de atestados médicos em Arapiraca expõe risco de investigação na saúde municipal

Atestados falsos com carimbo da Saúde foram vendidos por R$ 70.

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A prisão de uma mulher em Arapiraca por vender atestados médicos falsos, revelada pela Polícia Civil, vai muito além de um caso isolado de crime comum. O episódio traz à tona um ponto delicado: o uso indevido de timbres da Secretaria Municipal de Saúde, do SUS e da UPA da cidade. Esse detalhe, destacado pela investigação conduzida pela 4ª Delegacia Regional, levanta uma questão inevitável: como esses documentos oficiais foram parar nas mãos de falsários?

Segundo o delegado Edberg Oliveira, a mulher, de 36 anos, vendia os atestados por R$ 70. A investigação aponta que, após ser demitida de um call center por excesso de faltas justificadas justamente com atestados, ela passou a comercializar os documentos a colegas e terceiros. Durante a operação, policiais encontraram exemplares falsificados em posse da suspeita, confirmando a atividade criminosa.

O ponto mais grave é o uso de papéis que simulam a chancela da própria rede pública de saúde. Se houve vazamento interno, seja por negligência ou conivência, o caso pode se transformar em uma crise maior para a gestão municipal. Não se trata apenas de falsificação individual, mas de uma possível fragilidade no controle e no acesso a documentos oficiais. A Polícia Civil já investiga se outros agentes participaram do esquema.

A lei prevê até seis anos de prisão não só para quem falsifica, mas também para quem utiliza documentos falsos. Isso significa que quem comprou ou apresentou os atestados também pode ser responsabilizado. A depender da apuração, o episódio pode expor uma rede que vai além da figura da mulher presa em flagrante.

Mais do que prender a falsária, o caso exige respostas da Secretaria de Saúde de Arapiraca. Afinal, se o timbre oficial foi reproduzido de forma tão convincente a ponto de gerar vendas no mercado paralelo, há uma falha institucional que precisa ser explicada. A investigação deve esclarecer se estamos diante apenas de falsificação ou de algo mais profundo: a infiltração da criminalidade na estrutura pública.