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Anthony Albuquerque

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Política

Possível candidatura de Alfredo Gaspar ao Senado ameaça planos de Marina Candia e expõe tensão no grupo de JHC

A oposição, que enfrenta um adversário organizado e com projeto definido de reeleição, passa agora a lidar com disputas internas.

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A possível candidatura do deputado federal Alfredo Gaspar ao Senado não é apenas mais um movimento no tabuleiro de 2026. Ela colide diretamente com estratégias que já estavam em curso dentro da própria oposição e expõe um conflito de interesses que vai além da disputa por uma vaga.

O primeiro choque é com Arthur Lira. O deputado já se encontra em pré-campanha, com articulações antecipadas e presença nos municípios. Lira construiu, ao longo dos últimos anos, uma rede de prefeitos e lideranças locais que sustenta seu projeto ao Senado e o coloca, hoje, como o nome mais estruturado da oposição para enfrentar o grupo governista.

Mas a eventual entrada de Alfredo Gaspar no jogo também se choca com outro plano que vinha sendo tratado com mais discrição: a possível candidatura da primeira-dama de Maceió, Marina Candia. Ainda sem anúncio formal, Marina tem ampliado sua visibilidade por meio de ações institucionais e sociais, como o programa Olhar da Gente, que já alcança diversos municípios alagoanos e garante capilaridade política.

Até aqui, a aliança entre JHC e Arthur Lira permanece intacta. É justamente nesse ponto que a possível candidatura de Alfredo Gaspar gera instabilidade: ela atravessa dois caminhos estratégicos que, embora distintos, vinham sendo conduzidos de forma paralela e sem conflito direto.

Do ponto de vista do peso político, Gaspar se coloca como um nome que ameaça o projeto de Marina Candia, mas ainda não alcança a musculatura de Arthur Lira, especialmente quando se considera a força das prefeituras. Ainda assim, sua entrada na disputa embaralha o jogo, fragmenta o discurso de unidade e obriga a oposição a antecipar decisões que preferia amadurecer no tempo.

O efeito imediato é a instalação de uma crise interna. A oposição, que já enfrentaria um adversário organizado e com projeto definido de reeleição no Senado, passa agora a lidar com disputas internas. A definição sobre quem será o nome do grupo não será apenas uma escolha eleitoral. Ela terá impacto direto na coesão política da oposição e na capacidade de enfrentar, de fato, o projeto governista em 2026.