O governador Paulo Dantas tornou público seu posicionamento para 2026, e o recado foi direto: não será candidato. A decisão chama atenção porque 2026 marca o último ano de seu mandato, momento em que governadores costumam preservar capital político para permanecer no jogo institucional a partir de 2027. Paulo Dantas abre mão dessa possibilidade e sinaliza que sua prioridade não é um projeto pessoal, mas a consolidação do grupo que hoje comanda o estado.
No campo das alianças, o governador declarou apoio à reeleição do presidente Lula, à recondução de Renan Calheiros ao Senado e afirmou trabalhar com a convicção de que Renan Filho será o candidato ao governo de Alagoas. Ao falar de Renan Filho, foi além da formalidade política: disse confiar nele e ressaltou que o ex-governador mantém a confiança do povo alagoano, indicando quem ele enxerga como sucessor natural.
Ao amarrar esses apoios de forma pública, Paulo Dantas praticamente antecipa o desenho da chapa majoritária do campo governista. Em um cenário em que muitos líderes ainda testam discursos, a escolha pelo anúncio é um movimento estratégico. Reduz disputas internas, dá segurança aos aliados e organiza o tabuleiro com bastante antecedência. Em política, quando o jogo é desenhado cedo, quase nunca é por falta de cálculo.