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Anthony Albuquerque

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Política

A superfederação União Progressista fortalece Arthur Lira e consolida seu domínio político em Alagoas

São 7 governadores, 108 deputados federais, 12 senadores, mais de 1.300 prefeitos e quase um bilhão de reais em recursos de fundo eleitoral.

Publicado: | Atualizado em 15/12/2025 16:04


A formação da superfederação União Brasil–PP marca uma mudança importante no equilíbrio de forças da política nacional e oferece a Arthur Lira um novo patamar de influência. O ex-presidente da Câmara deve integrar a direção de uma estrutura partidária que reúne números raramente vistos desde a redemocratização: são 7 governadores, 108 deputados federais, a maior bancada da Câmara, 12 senadores, mais de 1.300 prefeitos e quase um bilhão de reais em recursos do fundo eleitoral neste ano. É uma máquina política capaz de reorganizar o jogo eleitoral de 2026.

No plano estadual, esse movimento amplia algo que Lira já vinha construindo: o controle de boa parte do tabuleiro político alagoano. Com a nova federação, ele assume a palavra final sobre candidaturas, alianças e disputas locais, numa posição comparável apenas à força de Renan Calheiros, que dita o ritmo das decisões estratégicas do MDB no estado. O avanço de Lira deixa claro que o poder alagoano se divide entre dois líderes capazes de operar redes políticas extensas e competitivas.

A superfederação nasce com discurso de oposição ao governo Lula e aposta em lançar um presidenciável próprio. Mesmo assim, Lira tenta manter canais abertos com o governo. A razão é simples: sua candidatura ao Senado depende de uma costura ampla. Para um eleitorado acostumado a disputas polarizadas entre grupos tradicionais, ver Lira avançar sobre segmentos historicamente alinhados ao governo federal é um sinal de como sua influência local avançou.

Caso seja aprovada até abril, a superfederação entrará no pleito de 2026 com a maior capilaridade partidária do país e a maior soma de recursos. Em Alagoas, ela coloca Arthur Lira em posição privilegiada, seja garantindo sua vaga no Senado, seja definindo, direta ou indiretamente, os próximos movimentos do tabuleiro local. A pergunta agora é até onde essa estrutura pode levar sua ambição política e como o grupo do MDB reagirá ao crescimento de um rival que deixou de ser apenas um adversário regional para se tornar parte do núcleo duro do poder nacional.