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Anthony Albuquerque

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Política

Alto índice de desaprovação da prefeita do Pilar ameaça projeto político de Renato Filho e Fátima Canuto

Pesquisa DataSensus aponta 50% de desaprovação da gestão em Pilar e 35% de avaliação ruim ou péssima.

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A pesquisa mais recente do Instituto DataSensus acendeu um sinal de alerta no cenário político de Pilar. A gestão da prefeita Fátima Rezende enfrenta rejeição alta: 50% da população desaprova a administração e 35% a classificam como ruim ou péssima. Em um município que sempre foi base eleitoral do grupo Rezende, esse resultado vai além de uma crítica pontual à prefeita e passa a ameaçar diretamente o futuro político da deputada estadual Fátima Canuto e do ex-prefeito e atual secretário de Governo, Renato Filho.

Com 42% de aprovação para a gestão, o levantamento ouviu 1.600 pessoas nos dias 4 e 5 de dezembro e tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais. Os números indicam um desgaste real. Quando metade da população reprova a gestão, o recado é claro: há insatisfação acumulada e perda de confiança no modelo administrativo adotado pelo grupo que comanda a cidade.

Esse cenário atinge em cheio os planos de Renato Filho, que articula sua pré-candidatura a deputado federal. Pilar é o principal reduto político da família Rezende. Se o grupo não consegue manter apoio majoritário onde governa há anos, fica difícil sustentar, em outras regiões do estado, o discurso de eficiência e boa gestão.

Na prática, a reprovação local enfraquece a vitrine política usada para ampliar votos fora do município. Em disputas proporcionais, o eleitor costuma perguntar primeiro como o político governa em casa antes de confiar seu voto em âmbito estadual ou federal. Hoje, os números de Pilar não ajudam Renato Filho nessa tarefa.

O desgaste também respinga na deputada estadual Fátima Canuto, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa de Alagoas. Em cenários de insatisfação elevada, o eleitor tende a responsabilizar todo o grupo político, sem fazer distinções finas entre cargos ou funções.

A pesquisa não define o resultado das próximas eleições, mas deixa um alerta difícil de ignorar. Quando a rejeição cresce no próprio reduto eleitoral, o problema deixa de ser apenas administrativo e passa a ser político. E, nesse caso, o custo costuma aparecer nas urnas.