O Senado aprovou o projeto conhecido como PL Antifacção, que atualiza e endurece a legislação contra facções criminosas, milícias e grupos que controlam territórios no país. A votação foi expressiva: 64 votos a favor e nenhum contrário. Como sofreu ajustes, o texto volta agora à Câmara para análise final.
A bancada alagoana votou pela aprovação do PL Antifacção. Dra. Eudócia (PL), Fernando Farias (MDB) e Renan Calheiros (MDB) acompanharam a posição majoritária da Casa e defenderam que o endurecimento das regras é um passo necessário para enfrentar organizações que já funcionam como verdadeiros poderes paralelos em várias regiões do Brasil.
O texto dá instrumentos mais amplos ao Estado. Amplia possibilidades de escutas, infiltração de agentes, monitoramento digital, integração entre órgãos de investigação e criação de um cadastro nacional de envolvidos com atividades criminosas. Além disso, estabelece progressão de regime mais rígida para integrantes de facções, com percentuais que podem passar de 80%.
Para a população, o impacto mais direto está na promessa de reduzir a capacidade de facções continuarem operando de dentro dos presídios e dominando bairros inteiros. Ao mesmo tempo, o projeto reforça a proteção a testemunhas e jurados, reconhecendo a pressão crescente de grupos armados sobre o sistema de Justiça.
Os senadores alagoanos apostam que esse conjunto de medidas fortalece a segurança pública e responde a uma demanda nacional por ações mais firmes.