Enquanto rumores de um possível novo acordo político dominam as conversas de bastidor em Alagoas, Renan Filho, em entrevista à Rádio CBN, nesta quarta-feira (14), confirmou que será candidato ao governo do Estado em 2026 e que deixará o cargo em abril, respeitando o prazo da legislação eleitoral. O recado foi direto: não há plano B.
A fala de Renan não se limitou ao anúncio. Ele construiu uma narrativa de continuidade e expansão de poder político. Apresentou números do Ministério dos Transportes, defendeu o ciclo de investimentos da última década e reforçou um modelo de gestão baseado em obras, concessões e parceria com a iniciativa privada. O discurso é conhecido, mas agora ganha outro peso: serve menos como prestação de contas e mais como credencial eleitoral.
Quando o foco voltou para Alagoas, Renan citou avanços em segurança, educação, emprego e turismo, mas afirmou que o Estado precisa acelerar e dar um novo salto. Com duas passagens pelo governo, deixou claro que aposta na própria experiência, agora ampliada pelo trânsito nacional, como diferencial competitivo na disputa.
Enquanto isso, JHC segue adotando a estratégia oposta. O prefeito de Maceió mantém o silêncio, evita declarações definitivas e alimenta a incerteza. Nos bastidores, os rumores de um novo acordo político crescem, envolvendo alianças improváveis e rearranjos que podem redefinir o tabuleiro de 2026. Publicamente, JHC prefere esconder o jogo, preservando margem de manobra e poder de negociação.
O contraste é evidente. Renan fala, se posiciona e ocupa espaço. JHC observa, calcula e espera. Em um cenário em que os rumores ganham volume e os acordos começam a ser desenhados longe dos holofotes, a disputa pelo governo de Alagoas já saiu do campo da especulação. A diferença é que apenas um dos protagonistas decidiu colocar as cartas na mesa.