As imagens de câmeras de segurança não deixam dúvidas: o carro do deputado estadual Breno Albuquerque (MDB) trafegava em alta velocidade quando colidiu na traseira de outro automóvel, provocando um engavetamento que envolveu ao todo sete veículos na Avenida Fernandes Lima, em Maceió. O acidente ocorreu na noite de sábado, 6.
O boletim de ocorrência aponta que Breno apresentava “sinais evidentes de embriaguez”. O parlamentar se recusou a realizar o teste do bafômetro, o que reforçou a suspeita das autoridades. A confusão no local foi tamanha que, segundo um policial militar: “Os condutores dos demais veículos encontravam-se bastante exaltados e tentaram linchar o autuado, sendo impedidos”.
A assessoria de comunicação de Breno Albuquerque tentou negar os fatos, mas a versão caiu por terra diante do auto de infração registrado pelo delegado Vinicius Martins Ferrari. O caso, por envolver um deputado com foro privilegiado, foi rapidamente redistribuído ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), que passa a ser responsável pela condução do processo.
Em meio ao episódio, o contraste chama atenção: enquanto motoristas e testemunhas descrevem o pânico causado pelo engavetamento, a defesa do parlamentar busca minimizar o ocorrido. No entanto, o boletim oficial, as imagens e os relatos deixam pouco espaço para dúvidas sobre a gravidade da situação.
Um deputado eleito para defender os interesses da população não pode transformar um veículo em ameaça à vida dos alagoanos. A irresponsabilidade extrapola qualquer limite aceitável para quem exerce um mandato público.
Figura opaca na Assembleia Legislativa, resultado de um desempenho político abaixo das expectativas, Breno Albuquerque agora estampa o noticiário não por proposições ou debates relevantes, mas por um episódio lamentável que compromete sua imagem pública e, quem sabe, pode distanciá-lo de uma possível busca pela reeleição.