A confirmação da candidatura de Júlio Cézar a deputado federal movimenta o tabuleiro político de Alagoas e fortalece a estratégia do PSD para 2026. Ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Relações Federativas e Internacionais, ele decidiu entrar na disputa depois de uma conversa direta com o governador Paulo Dantas. O gesto também carrega o peso do apoio da prefeita Tia Júlia, que controla a base eleitoral do grupo no município.
Palmeira dos Índios, quarto maior colégio eleitoral do estado, deve ser o centro da campanha. Com 73 mil habitantes, a cidade serviu de plataforma para a projeção estadual de Júlio. Ele não chega como novato: já disputou o governo em 2014 e somou mais de 100 mil votos, marca que ainda hoje funciona como indicação de densidade eleitoral.
A entrada dele reorganiza a chapa proporcional do PSD, que já conta com Luciano Amaral, presidente estadual do partido e nome consolidado em Brasília, além do vereador e ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e do empresário Gustavo Lima. Com esse conjunto, o PSD passa a trabalhar com uma meta ambiciosa: garantir uma e, dependendo da soma final dos votos, até duas cadeiras na Câmara dos Deputados.
O ponto de atenção agora é a composição da cota feminina. O partido ainda precisa ajustar esse trecho sensível da nominata. Nos bastidores, circulam três nomes com potencial para fechar a formação: as vereadoras Silvânia Barbosa e Fátima Santiago, e a vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho. A escolha terá peso direto na competitividade da chapa e na capacidade do PSD de maximizar votos sem dispersão interna.
A candidatura de Júlio Cézar não é apenas mais um anúncio. Ela pressiona adversários regionais, reforça o projeto estadual do governador e deixa claro que o PSD pretende disputar espaço real na bancada federal alagoana. A montagem final da chapa vai mostrar se o partido conseguirá transformar esse movimento inicial em vantagem concreta nas urnas.