A nova rodada do Paraná Pesquisas confirma o que muita gente já percebia nos bastidores: Arthur Lira e Renan Calheiros começam a corrida para o Senado de 2026 ocupando o mesmo patamar de força eleitoral. Os dois aparecem tecnicamente empatados em todos os cenários testados, o que reforça a tendência de uma eleição marcada por cálculo político, alianças e disputa direta entre dois dos nomes mais influentes do estado.
No primeiro cenário estimulado, Renan surge com 48,2%, seguido de perto por Lira, com 44,5%. A distância dentro da margem de erro mantém a disputa aberta. Davi Davino Filho aparece em terceiro, com 39,2%, seguido por Paulão (16,8%) e Ítalo Bonja (4,1%). Somando brancos, nulos e indecisos, quase 16% ainda não definiram voto, fator que pode alterar a fotografia nos próximos meses.
Quando Davino é substituído por Alfredo Gaspar, o quadro muda pouco. Renan fica com 48,3%, Lira aparece com 44,8% e Gaspar registra 41,8%, mantendo o terceiro lugar competitivo. Paulão (17,5%) e Ítalo Bonja (4,3%) completam o cenário. A taxa de nulos e indecisos cai levemente, mas segue relevante.
No cenário com Marina Candia, Renan vai a 49,1%, Lira chega a 45,3% e Marina marca 39,2%. Paulão e Ítalo mantêm números próximos aos demais cenários. O dado que chama atenção é a estabilidade de Renan e Lira, independentemente de quem ocupa a terceira via nos testes.
O levantamento também simulou um cenário ampliado, reunindo todos os principais nomes. Renan aparece com 39,2%, Lira com 35,7% e Marina Candia com 30,8%. Em seguida vêm Alfredo Gaspar (27,5%), Davi Davino (20,9%), Paulão (12,7%) e Ítalo Bonja (2,3%).
Mesmo com mais opções na lista, o padrão se repete: Renan e Lira controlam o topo, enquanto o grupo intermediário disputa o espaço de alternativa. Para a disputa de 2026, a pesquisa reforça que a eleição para o Senado será um dos principais capítulos da política alagoana, colocando frente a frente duas estruturas poderosas e um eleitorado que, ao menos por enquanto, demonstra pouca oscilação.