O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou oficialmente que será candidato ao governo de Alagoas em 2026. O pronunciamento marca um passo importante no tabuleiro político do estado e reforça a estratégia do grupo governista de se antecipar no debate eleitoral.
“A minha candidatura a governador é a que integra, que une mais pessoas. Ela atende os anseios do governador Paulo Dantas; atende as expectativas do senador Renan Calheiros; atende os anseios dos deputados estaduais, liderados pelo presidente da Assembleia Marcelo Victor, e também atende aos prefeitos. Eles sentem segurança numa transição: sentiram de mim para Paulo, e sentirão certamente se nós disputarmos a eleição e ganharmos novamente, de Paulo para mim. Então essa estabilidade da política dá muita força à candidatura e garante que o nosso grupo todo esteja unido”, afirmou.
Renan Filho deixou claro que não há mais espaço para especulações sobre seu futuro político. Ao afirmar que tem “orgulho de simbolizar esse projeto” e que está preparado para deixar o Ministério dos Transportes em abril, o ministro confirmou que será novamente candidato a governador de Alagoas em 2026.
Por outro lado, a oposição ainda não apresentou uma definição de quem será seu candidato a governador. Lideranças como Arthur Lira, JHC e Alfredo Gaspar seguem em articulações, mas até agora não conseguiram fechar uma unidade em torno de um candidato competitivo.
Essa indefinição contrasta com a movimentação rápida do MDB, que se antecipa e ocupa o protagonismo político no estado, influenciando lideranças a se alinharem com o projeto, já que do lado da oposição, até o momento, restam apenas dúvidas.
A grande questão que fica é: enquanto o governo já anuncia sua candidatura e pavimenta alianças, a oposição parece dispersa. Será que Alagoas caminha para uma eleição com apenas um candidato de peso?
A resposta pode estar justamente no “acórdão de Brasília”, cuja existência só será confirmada à medida que o bloco oposicionista se posicionar no cenário eleitoral.