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Anthony Albuquerque

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Política

Rui Palmeira alerta: “Assim como no Rio de Janeiro, a Polícia Federal vai bater à porta do Instituto de Previdência de Maceió”

Ao citar casos investigados em outros estados, o vereador questiona investimentos de R$ 117 milhões no Banco Master e cobra explicações da Prefeitura de Maceió.

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O discurso do vereador Rui Palmeira na tribuna da Câmara de Maceió, na quarta-feira (4), não passou despercebido. Ao levantar a possibilidade de uma operação da Polícia Federal no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV), o parlamentar colocou no centro do debate um tema sensível: a gestão de recursos previdenciários e a falta de transparência nas decisões de investimento.

Rui foi direto ao ponto. Disse ter convicção de que, a exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, a Polícia Federal vai “bater à porta” do IPREV. A comparação não é gratuita. O vereador lembrou a prisão de um ex-dirigente do fundo previdenciário fluminense, investigado justamente por aplicações feitas no Banco Master, a mesma instituição financeira que recebeu aportes de Maceió.

Segundo Rui Palmeira, a Prefeitura de Maceió aplicou R$ 117 milhões no Banco Master. Em um universo de cerca de 2.500 municípios brasileiros com regime próprio de previdência, apenas 15 optaram por investir nessa instituição. Entre eles, Maceió.

Para o vereador, o problema não se resume ao valor investido, mas à ausência de respostas básicas. Quem indicou o Banco Master? Quem decidiu pela compra dos títulos? Qual o papel da consultoria Crédito e Mercado nesse processo? Essas perguntas, segundo Rui, seguem sem esclarecimento público, mesmo envolvendo recursos que pertencem aos servidores municipais.

Rui afirmou que a Crédito e Mercado é alvo de investigações e processos em outros estados, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de cautela e transparência por parte do IPREV e da gestão municipal. “É uma consultoria toda enrolada”, disse, ao cobrar explicações mais detalhadas sobre sua atuação em Maceió.

O pronunciamento expõe um cenário incômodo para a Prefeitura: investimentos concentrados, comparações com casos já investigados pela Polícia Federal e um silêncio institucional que só amplia as dúvidas.